domingo, 1 de maio de 2011

 SÓ FOI O VENTO

Na noite penetra o caos
Quando a lua vaga ao léu
As trevas tornam-se rivais
Das estrelas lá do céu.

Brisas caem como pétalas
Das flores de orvalho rosa
Caem como palavras certas
Nos livros de nossa proza.

Pássaros dormem cantam os ventos
Como assovios por entre galhos
Com eles vão os meus pensamentos
Que você embrulha em colchas de retalhos.

Você me fala palavras doces
Enquanto eu leio o seu pensamento
Negritude da noite como se fosse
Você dizendo: Só foi o vento.

Vem-me um sorriso de inocência
São mais que palavras a te dizer
Seus perfumes eternas essências
No sabor do beijo clímax do prazer.

Cerejeiras – RO 29/04/1994.
( Inspirada numa história entre meu amigo @+Marcelo Silva e @+Elves Marques Coutinho. Eramos muito amigos durante o período do primeiro colegial. Numa noite muito escura ele foi leva la em casa, que ficava perto da escola Tancredo Neves. Iam andando quando ouviram um barulho, então ela pulou nos braços dele e ele disse: calma, só foi o vento! Riram e a partir daquele momento começaram um namorico(pena que durou pouco tempo). Daí em diante é outra história).

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